quinta-feira, 17 de maio de 2012

O CABELO BRANCO




Muitos acreditam que o carimbo no passaporte para a vida adulta é ter um filho. Outros dizem que sair da casa dos pais é o grande marco. Ter um emprego e ser responsável pelas próprias farras, casar...são tantas opções!  Talvez você marque um “x” em todas. Ou não.
Talvez o grande momento ande longe dos flashes para aquela foto de casamento que estará durante um  bom tempo no criado-mudo ao lado da cama do casal. Ele não pede tanta gente assim.  Não tem tanto público quanto um nascimento de um filho. Na verdade, é quase imperceptível . Discreto. Silencioso. Gosta de chegar de mansinho., bem mineiro.
Foi assim comigo. Anota aí: 25 de setembro de 2011. Data em que meu “passaporte”  foi oficialmente carimbado. Cenário: banheiro. Personagens: eu e ele. Adereços: espelho e pente. Esse foi o momento. Nada de romantismo, sem aviso, sem trilha sonora. De repente, estávamos cara-a-cara: eu e meu primeiro cabelo branco.
PASMA. Minha cara de “nada” traduzia aquele momento.  A partir dali, surgiu uma porção de perguntas. Parecia que eu havia voltado àquela fase dos “porquês”, só que ali era tudo novo. Naquele momento eu pude ter a certeza de que minha vida havia mudado de vez.
Dizem que pouco antes dos 30 é que a vida realmente acontece.  Os amores mais loucos, as paixões descontroladas, o esforço incessante para fazer carreira, o reconhecimento do papel da família e da importância real dos amigos.
É a vida de ponta-cabeça se ajeitando aos poucos. É o gostinho de vodka na boca e a preocupação com o trabalho do dia seguinte. É , de repente,  perceber que restam  pouquíssimas solteiras  na turma. É um dia, ao olhar-se no espelho e dar de cara com o primeiro cabelo branco! 
(Vanessa Atem)

Tão “sei lá”


Você aí, já ouviu alguém falar que estava “tão assim, sei lá”? É o mais interessante estado emocional de um ser. É a personificação do NADA. É quando não existe pergunta nem resposta e você tá lá, entre uma coisa e outra. Um meio termo que nem acalma nem agita. Tranquilidade agonizante. 

Temos dias bons e dias ruins e temos também dias “tão sei lá”. Não há cobrança, mas existe uma certa nostalgia. Talvez um certo otimismo camuflado no amanhã que parece tão distante.

Em dias assim, a gente usa qualquer roupa, diz tanto faz para o sabor do suco, faz coisas do nada, fala sobre coisas mornas e torce para que o mundo se decida logo: ou vai ou racha. 
(Vanessa Atem)

Piscinas, poços ou abismos?


            Sentir-se seguro fica mais distante na proporção que aumenta nosso IQC “Índice Quebrador de Cara”
            Era tão simples poder confiar. Confiar cada vez que eu ia pra piscina com papai e ele dizia “Pula, Dedessinha” (sim, ele troca os nomes das filhas...rsrs). Eu pulava na “piscina dos adultos”, a “piscina funda” e tinha plena convicção q sairia de lá sã e salva,  fosse pela minha boia ou pelo meu super-papai!
            Era uma aventura frequentar essa parte do clube destinada aos adultos...MAS a gente também vira gente grande e um dia começamos a pular em piscinas mais fundas e sem ter ninguém para nos amparar. É o cada um por si e (tomara) Deus por todos!
            Às vezes, o pulo não passa de diversão consciente, outras de opção inconsciente e certas vezes o pulo é apenas um ato de fuga, de tentar ver quem talvez esteja lá, caso você afunde de vez.
            Quanto a afundar, faz parte. Não quando se é criança, mas quando a gente passa a entender melhor que o mundo é pior do que a gente poderia imaginar. Algumas vezes, trocamos piscinas por poços. Lá não tem luz, não tem ninguém a não ser você. E não é tão legal.
            De vez em quando aparece alguém e te observa lá embaixo, mas todos estão ocupados demais cuidando de seus problemas, conflitos emocionais e contas a pagar e de boa, ninguém vai querer perder o sol brilhando em cima pra tentar convencer quem tá em baixo a sair.
Aquele cuidado e dedicação que nos confortou a infância toda, vai se perdendo juntamente com as lembranças de um mundo que um dia já foi o melhor e mais perfeito lugar para se viver.
Todos nós temos nossos pequenos refúgios quando  acreditamos que nada mais dá certo, que o mundo conspira contra a gente, quando temos o coração partido ou quando partimos o de alguém e bate aquele lance de “consciência pesada”.
Ultimamente tenho evitado pular em piscinas sem observação de alguém. Tô preferindo saltar de abismos pra ver o que encontro lá embaixo, porque de poço, pra mim, já chega!!
(Vanessa Atem)

Sobre certezas e lebres


Sinto a cada nascer e pôr de sol que não conseguirei saber como se faz para ter certezas na vida. Pra mim, isso faz parte de um processo que a pouco descobri: admitir coisas pra mim mesma.
Só que isso é complicado, porque quando se admite algo pra alguém, você só precisa agir pra alguém perceber ou falar alguma coisa. E quando é de você para você, parece q esse processo não funciona bem., porque ao mesmo tempo em que tem que  admitir também tem que perceber. E isso se faz ao mesmo tempo quando uma pessoa só é encarregada desse processo todo?
Até onde vai minha atenção e em que ponto eu baixo a guarda e deixo o orgulho de lado para aceitar que certas situações foram criadas por mim e que tenho que conviver com todas elas?
Saber que certas coisas não têm mais jeito de serem resolvidas como eu gostaria me angustia e me faz me sentir uma coisa tão pequena...tão insignificante. Um ser falho.
Lembro do livro Alice no País das Maravilhas ( li o livro, vi o desenho da Disney e o filme também). Acho fascinante quando Alice cai no buraco. Intrigante como Lewis Carrol consegue descrever como me sinto de vez em sempre. Onde posso encontrar um buraco pra cair de vez em quando  e mudar meu foco para outro farol?
Enquanto a gente tenta achar soluções para determinada coisa, outras coisas vão acontecendo no caminho e outras atitudes são necessárias. Isso vai virando essa bola de neve que as pessoas costumam chamar de “Vida”.
Enquanto nenhuma lebre aparece, vou tentando me concentrar naquilo que está me perturbando, procurando respostas que eu sei que não terei tão cedo, ou talvez nunca, o que é o mais provável. 
(Vanessa Atem)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Depois...

Enfim, depois de dois meses, cá estou, juntando dignamente o que sobrou de mim. Rodeada de livros, músicas, saídas com os amigos que também entraram para o clube dos que terminaram em 2011-2012.
Muito foi dito, mas muito não foi. O que calei, relembro em pequenos flashes quase que ensaiados, mas que jamais será ouvido por ninguém, a não ser por mim mesma.

Resgatando o meu antigo "eu", tentando reconstruir algo que ajudei a destruir. Bom trabalho, aliás. Lembro-me bem de uma reportagem que apareceu há algum tempo, mostrando um enorme prédio sendo demolido. Recordo que achei meio "brutal" aquela cena. Depois de tanto tempo, lembro do tal prédio e me vejo nele.

É necessário destruir, acabar, encerrar ciclos para construir o "novo", depois. Mas quanto tempo leva um "depois"?

Quando vou saber se o "depois" já chegou? Esperando ainda, cautelosamente, e tentando lembrar se as dinamites foram colocadas devidamente nos lugares corretos...E se não, tudo bem, há erro no que tange as tentativas de meros mortais...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Não, simples assim.

Acabei de ler uma matéria no site www.piauinoticias.com.br , que me deixou cheia de questionamentos (ooww, novidade!). A matéria dizia que um garoto de 14 anos atirou no pescoço de uma garota (de 12, pasmem!) porque ela havia recusado o pedido de namoro! (Meu Deus, que ponto chegamos!)

Lidar com "nãos", com "frustrações", com "imprevistos" não é para todo mundo!
Cada um é único, com suas qualidades e defeitos. É impossível que todo mundo possa agir da mesma forma a determinada situação.

A vida adora testar nossos limites, diariamente, seja com problemas bobos ou complexos. Imagina aí quantos "nãos" você não já levou até agora? Agora analisa quantos te fizeram crescer. Garanto que pelo menos 90%.

Quando minha mãe disse que eu NÃO iria para uma festa aos 13 anos de idade, juro que chorei demais, achei q ela estava sendo injusta e etc. Aquele drama de adolescente. Hoje em dia, é bem provável q eu faria o mesmo, por proteção ou algo assim. Fiquei "frustrada" com isso? Nunca! Apenas com raiva no momento, mas depois passou.

Olho para ao meu redor e vejo que hoje em dia os pais têm medo de dizerem não aos filhos, de impor limites. Acho que é receio de "traumatizá-los".

Outra dia, recebi um e-mail que dizia que quem cresce escutando bons e seguros "nãos", aprende a dizê-los quando for preciso e, claro, não vai sair por aí atirando em pessoas que quebraram sua expectativa.

Campanha pelo uso do NÃO! Essa sim, seria de grande ajuda para a nossa sociedade!

domingo, 8 de janeiro de 2012

O mal do século

MEDO. Esse sim é o mal do século. Não é a depressão, não. É o medo mesmo!  Medo de acreditar (a gente passa a desconfiar de tudo e de todos e viramos neuroticamente vítimas de uma grande conspiração universal), medo de seguir em frente... medo de ficar onde se está.  

Pavor da solidão, dos seus barulhos sombrios. Puro e gelado medo. Esse mesmo que te impede de ligar pra pessoa que está fazendo teu coração acelerar mais rápido e dizer que tudo o que vc queria era estar ao lado dela, que vc ama mesmo essa pessoa, que quer tudo com este quase desconhecido: casar, ter filhos, 2 cachorros, um gato e um peixe.

Mas vc não liga, porque te falta coragem.

Te falta coragem porque outras pessoas  te ensinaram o que você não queria ter aprendido nunca: decepção.

Fizeram você ter coragem para ir muito além do que você imaginava,  te prometeram o “pra sempre”, mas com o passar do tempo, a estrada foi ficando fria, escura, deserta,  e você percebeu que estava sozinha, num local desconhecido dentro de você.

Certas lições a gente nunca esquece e acabam virando cicatrizes. Não doem, mas existem marcas visíveis. E cada vez que a gente olha, é praticamente impossível não lembrar a dor que o medo pode trazer.

Queria de vez em quando desaprender certas coisas e “tirar de verdade o pé do freio”. Eu tento, mas só consegui até agora “aumentar um pouquinho a velocidade”.

 (Vanessa Atem)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Desenterrando música & frustrações

Não vem com essa não, que todo mundo já fez isso. Hoje to desse jeito, comecei com Migalhas, de Simone (último ex, sinta-se homenageado!), fui para Harmonia do Samba (tds aquelas dos Carnavais de 2000 e 2001...kkkk), e parei agora em Limão com Mel Acústico (Clau, só parece com nossa viagem no Auto de Natal, em 2003.)

Motivo pra ficar feito uma DJ maluca eu tenho até demais. Gosto de relembrar, remoer passados (mas só para mim, tá), mas nunca fui adepta ao sofrimento. Acho frescura. Gosto de reafirmar através de algumas músicas meu estado de espírito.

 Pra quê música melhor q “Na sua estante” da Pitty pra lembrar que aquele cara, aquele mesmo, nunca te mereceu e que vc precisa estar de certa forma em uma armadura para não correr o risco de voltar para o infeliz num momento de extrema carência?

Adoro aquela dos Paralamas do Sucesso, Meu erro. Eu piro com aquilo, principalmente quando diz assim: “Vc diz não saber o que houve de errado e o meu erro foi crer q estar ao seu lado bastaria, Ah, meu Deus, era tudo o que eu queria”.

(Ex, infeliz, qnts vezes eu quis estar ao teu lado, melhor, quantas vezes eu qria q vc estivesse ao MEU LADO nas horas certas, nos momentos importantes para mim??? )

Migalhas e outras galhas é o que a gnt acaba ganhando quando se dedica, quando se importa verdadeiramente com alguém. Ah, esqueci do melhor: a gente ganha também de brinde a tão famosa indiferença. Ah, isso dói. E como dói.

Minha amiga, vc pode ter o coração mais puro desse mundo, mas garanto q pelo menos uma vez na vida já desejou e desenhou num papel em forma de quadrinhos a morte do infeliz q partiu teu coração ou pelo menos já desejou q ele broxasse com um outro alguém...kkkkkkkkkkk

Mas tudo isso passa. Vc depois recebe algo por anos e anos de "serviço prestado"...Pode crer! Essa aprendi com a Martha Medeiros(nem sabe ela o tanto q já me ajudou nessa vida).

domingo, 2 de maio de 2010

QUANDO OS CEARENSES DOMINAREM O MUNDO

"A Terra não é redonda,ela tem as extremidades achatadas,logo, a Terra é cearense".

Todo mundo sabe que os cearenses estão por toda parte. Em geral, o cearense é aquele sujeito baixinho que é guardador de carro em São Paulo, o chef de um restaurante na Madison em Nova York, o designer que bolou o logo da Eurocopa em Portugal ou mesmo um borracheiro no interior da China. Mas o que pouca gente sabe é que, na verdade, isso é uma bem arquitetada jogada que visa a plantar gente nossa em postos-chave da administração mundial. Quando estivermos prontos, será deflagrada a grande tomada de poder, e meu conselho é que você fique imediatamente amigo ou amante de um cearense, pois sabe como é: para os amigos, tudo; para os inimigos, a lei.

Tomaremos o poder a partir de uma senha pré-estabelecida, que só um cearense saberá o significado oculto. Aos berros de "Queima raparigal!!", as hostes de cabeças-chatas invadirão os parlamentos e palácios, além de todos os jornais e redes de TV do mundo livre.

Ninguém desconfiará que Francisco das Chagas, humilde faxineiro da CNN, futura afiliada da TV Diário, é, na verdade, um professor do ITA, que rapidamente conectará a rede de Atlanta para nossos propósitos. Invadiremos e tomaremos o Estado de Pernambuco, vamos dinamitar a refinaria que eles nos tomaram e vamos construir outra lá no Pecém. Também vamos extinguir os times Náutico, Santa Cruz e Sport Recife.

Elegeremos um papa cearense, Raimundo I, que canonizará o Padre Cícero e determinará que, em todas as igrejas católicas, a hóstia seja feita com macaxeira, farinha e rapadura - alternadamente ou os três ingredientes juntos. O vinho será uma cachacinha de primeira misturada com Q-Suco de uva. Essa simples bula papal fará com que a economia do Ceará dê um salto. O único problema é achar uma mitra que caiba na cabeça do papa, mas nós cearenses sabemos improvisar: Raimundo I usará uma fronha de travesseiro enquanto se encomenda outra.

A literatura de cordel ganhará status de arte maior e Clodoaldo Mastrúcio ganhará o Nobel de Literatura com seu livrinho "A moça que engravidou do cavalo e a besta da sua mãe".

Nas artes plásticas, as garrafinhas com areia colorida, os quadros de Xico da Silva e as esculturas de Zé Pinto ocuparão alas e mais alas do Louvre. Para arranjar espaço, todas aquelas velharias do Turner vão para o museu de Aracati. A Monalisa fica, pois na avaliação de Serotônio Macêdo, novo curador do museu, ela é uma "cabôca danada de aprumada".

O novo Secretário Geral da ONU será Seu Lunga, que resolverá o conflito entre Israel e Palestina doando vastas extensões do sertão cearense pros brigões. A ata de doação será concisa e formal. Em suas próprias palavras: "Magote de fio d'uma égua, bando de mulambeiros, a terra é seca do mesmo jeito e o mar é da mesma cor. Deixem de botar boneco que vocês nem vão notar a diferença, e o Ceará ainda é maior que aquela tripinha de Gaza".

A famigerada música cearense tomará o mundo. Numa revanche histórica, as aberturas das novelas globais terão trilha sonora dos seguintes artistas: novela das seis - Belchior; das sete - Raimundo Fagner; e das oito - Aviões do Forró.

No cinema, vamos aperfeiçoar o Oscar. Bolaremos uma categoria que premiará o melhor filme de cangaço, a melhor cena de amor numa jangada e o melhor mocotó.

O cruzamento mais famoso do Brasil não mais será Ipiranga com Av. São João, e sim Barão do Rio Branco com Liberato Barroso. O jornal do 10 será transmitido para todo o mundo com as seguintes notícias: O rodeio será substituído pela vaquejada; Coca-cola pela água de côco; Garota de Ipanema por Garota da Barra do Ceará; Praia de Copacabana por Praia do Futuro; Fla x Flu por Ceará e Fortaleza; Real Madrid por Ferroviário; Central Park por Parque do Cocó; As torres gêmeas, que já foram destruídas mesmo, pelo Palácio do Progresso; as melhores faculdades européias pelo Liceu do Ceará.

Demitiremos Gugu Liberato e Faustão e colocaremos em seus lugares João Inácio Jr. e Ênio Carlos; Roberto Carlos por Babau do Pandeiro; Funk por Xaxado; Disneylândia por Beach Park; Av. Paulista pela Bezerra de Menezes; o Canecão pelo Siará Hall; escolas de samba por quadrilhas juninas; Chiclete com Banana por Mastruz com Leite.

Colocaremos alguns cearenses nas presidências dos principais países, tais como: França - Cid Gomes (pela "delicadeza" de seus gestos); Cuba - Inácio Arruda; Argentina - Débora Soft (ela é burra mesmo e eu quero mais é que a Argentina se exploda). A Primeira-Ministra da Inglaterra será Luizianne Lins.

A capital do Brasil será Fortaleza. A capital do mundo ainda será Nova York, mas a gente vai rebatizá-la de Nova Quixeramobim e vamos trocar aquela estátua cafona por uma enorme estátua de Iracema.

Yeah! Não vejo como o plano possa falhar, pois cada vez mais nossos agentes se espalham pelo Brasil e pelo mundo todo. Só nos resta esperar, de preferência no fundo de uma rede, enquanto as engrenagens giram por si.

Adeus e até a vitória!

P.S.: Como sou modesto, quero para mim apenas um título de nobreza e umas terras anexas, de preferência o município de Caucaia que é vizinho da capital e tem belas praias.
E que o "Padim Ciço" esteja com todos nós!

(Texto postado por  Fernando Damasceno, na comunidade "Sou cearense e desisto é porra!", no Orkut.com)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Fundodopoçologia Aplicada a Camaradagenterapia

Ultimamente, tenho escutado bastante histórias (verídicas) de corações partidos que dariam excelentes roteiros na ficção.

Me indigno ao ver grandes otários machucarem pessoas maravilhosas que estão ao meu redor. Pessoas que cometeram apenas UM erro: o de se doar por completo à um namoro sem futuro (tudo bem que, na maioria das vezes, demora-se para perceber isso).

Meninas, POR FAVOR:  percebamos com mais atenção os pequenos detalhes. Sabe, aquele telefonema que ele ficou de dar e não deu? Então, esquecimento não foi. Tenho certeza que pra sair pra beber cerveja com os amigos dele, não existe telefone sem crédito, nem bateria descarregada que impeça!


Nessas conversas com as amigas, pude observar que todas nós temos a mania de projetar (sim, a gente ainda se atreve a isso) um lindo futuro com o nosso par. Ao mesmo tempo, nossa vida começa a se resumir à essa outra pessoa. Nossas prioridades mudam, nossa rotina, idem.

De repente, você, que era um pagodeiro de primeira, se vê escutando apenas rock. Aquele barzinho que você amaaaaaaaava ir com suas amigas é trocado por baladas no edredon, regadas à muito filme de terror, que por sinal, você também detestava.

Resumindo minhas observações: chega a um ponto em que você acha que não consegue viver mais sem aquela pessoa. Você esquece que antes desse ser aparecer, você já era muito, muito feliz!

Não vou dar uma de anti-romântica e dizer que é bem melhor estar feliz sozinha do que  feliz com alguém., né! É ótimo ter uma pessoa ao nosso lado pra trocar beijinhos, carinhos, denguinhos e todos esses "inhos" que a gente adora! Mas só que muitas vezes pecamos por excesso. Esquecemos do mundo enquanto estamos com aquele alguém especial e não paramos para pensar que TUDO nessa vida tem início, meio e fim.

A gente torce pra ser pra sempre...mas um dia, qundo menos se espera, tudo já era. Você precisa se readaptar ao mundo, encontrar de novo aquele seu "eu" interior que você nem lembrava mais que existia.

Já vi muitas vezes pessoas se chamarem de idiotas, por terem esperado tanto e recebido tão pouco...mas não as considero assim. Pra mim, os únicos e verdadeiros idiotas foram aqueles que as perderam.

terça-feira, 6 de abril de 2010

=O

Olha só que interessante: tenho apenas 3 meses pra estar com minha monografia pronta, tenho que me concentrar na minha dieta pra perder pelo menos mais 10 kg daki pro fim de maio, tenho que preparar minha viagem de intercâmbio (isso inclui manerar um pouco nos gastos desnecessários atuais!), mas só consigo me concentrar em besteira e idiotices...Aiii cabecinha oca!
Eu preciso levar um papo sério comigo e me dizer(tomara q eu acredite nisso): "Vai com calma, garota. Vai dar tudo certo. De um jeito ou de outro".

domingo, 4 de abril de 2010

No mundo LARINESSA

Hoje recebi um scrap da Lari, uma das minhas BFF's, dizendo que leu uma das minhas postagens aqui.

A Lari disse: 

"Nossa miga tava vendo teu blog e isso pareceu tanto comigo. 'Sou mais amor que razão...acredito sempre nos  bons sentimentos, sabe...! Eh comum escutar das minhas amigas algo como "Vaaaann, mas tu eh inocente...tu não vê maldade em nada..."...putz...não sei se isso eh bom ou ruim...! Mas vou seguindo vida assim, pelo menos até agora deu certo...no dia que não der, tem problema não: sou especialista em reinventar meus sonhos, traçar novas estradas e mudar minha maneira de caminhar.'

Nossa como isso e minha cara e miga somos muito  parecidas mesmo, caramba isso de reinventar os sonhos, mudar a maneira de caminhar,puts quantas vezes ja fiz isso , rsrs vc sabe né , acho que todo ano isso acaba acontecendo, Rsrs
Ai miga q saudade de vc e da sua inocencia, da nossa inocencia, da nossa bondade, acho q o mundo
n mudaria mais seria bem menos complicado se as pessoas fossem como agt, acho q a vida e tão facil agt q complica com essa mania de ser adulto . rsrs"


É verdade, Lari. Nos parecemos tanto que não é à toa que foi "irmandade à primeira vista". É bem mais fácil e menos dolorido acreditar que o mundo lá fora é igual ou pelo menos parecido  com o nosso mundo interior, né. 
Sempre fomos bobonas, tachadas de inocentes e  lerdas por não percebemos a maldade que até hoje a gente duvida q exista nas pessoas (por incrível que pareça, por mais que a gnt já tenha quebrado a cara muitas vezes por coisas como essa).

Quanto a questão de nos reinventarmos, isso parece até uma lei. Dá a impressão que, com a gente, isso funciona  com muito mais frequência do que com o resto do mundo. E na boa, Lari, concordo plenamente contigo que o que complica mesmo é esse ímã que insiste em nos atrair à vida adulta. 

Incontestavelmente, é muito melhor sair com as amigas para tomar um sorvete ou comer hot dog,  a pé,  do que ficar horas e hooooooras tentando entender o porquê certas pessoas são "assim" ou como o mundo funciona.

Aliás, não há nada mais adulto do que essa eterna busca pela solução de problemas que, de antemão, já sabemos que não depende da gente.

Pensar nessas coisas dá até arrepio. Bom mesmo é  ser como éramos (sim, porque, por mais q a gente lute, já fomos contaminadas pelo mundo de gente grande).

Lembra que a gente  não  quebrava a cabeça nem um pouco com coisas que sabíamos que não poderiam ser mudadas, por mais que gente quisesse? Lembra que até sofrer era divertido? Hehe... O sofrimento era nossa maneira de sair da rotina e nos igualar ao restante do mundo.

Mas a gente não se permitia ficar nessa por  muito tempo não. Oras, não é porque habitamos um planeta que somos obrigadas a fazer parte integralmente dele!

Afinal, existe o mundo LARINESSA,  que é um dos melhores que conheço. É lá que muitas vezes me encontro comigo e me abraço...aí depois morro de saudade. Lá é o meu refúgio. Aliás, o nosso. Pra sempre! 

Lá na outra estrada

Não adianta buscar a solução para os problemas mantendo velhos hábitos. O nome mudança já diz tudo e bom mesmo é utilizá-lo no sentido latu sensu da palavra.

Não é que o 'novo' cause espanto. Isso é papo furado. A inércia é que nos deixa confortáveis demais para iniciar um novo projeto de vida. O novo é uma espécie de brinde que encontramos quando a gente tenta explorar a estrada que fica ao lado, mas que não nos atrai a atenção, de imediato.

O ato da mudança começa por uma necessidade gritante. Na libertação de velhos vícios, outras coisas começam a fazer parte da vida gente. Basta dar o primeiro passo e ser firme para seguir adiante.

E o que te angustia hoje, amanhã será algo tão imperceptível que não vai mais te machucar, nem te deixar feito zumbi de madrugada, porque você estará em um outro momento, com outros planos, outras pessoas e vai estar ocupada demais pra prestar atenção em quem nunca te notou de verdade.

Tudo passa. A vida se renova a cada instante .Confie em si mesmo: quem acredita sempre alcança. 


By Van Atem

domingo, 28 de março de 2010

Seria tão bom...

...sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante. Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse, alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada. Alguém de quem eu não precisasse.. mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito, mas feito pra mim.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=45814380

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

_Happy Birthday_

É, tô ficando velha.
Não é que eu não goste do meu aniversário, gosto, gosto sim, de verdade, mas...
Bom, tenho uma explicação bastante lógica:  cada ano que eu faço é um ano mais distante de um tempo muito, muito, muiiiitooo feliz: minha infância.
Não gosto de ficar tão longe assim dela. Dói.
Às vezes fecho meu olhos, coloco uma musiquinha(a trilha sonora para esse momento nostalgia é sempre Chiquititas, de preferência as músicas 'Amigas', 'Um Cantinho de Luz', 'Tudo, Tudo'. Outras muito boas também pra curtir esse tipo de 'fossa' são as músicas das Spice Girls, Hanson e Backstreet Boys!), e começo a lembrar, me concentro pra poder voltar àquela época, mas sempre fico arrasada, pq percebo q sempre vai ser assim. É me acostumar e pronto(até agora sem resultado)!
Mas sabe, isso num me faz sofrer não...é como um sonho impossível qrer crescer estando no passado; eu já pensei que isso fosse sim possível, afinal, o que é mesmo o impossível, hein? Nos dias de hoje nem me arrisco a dizer que exista alguma coisa impossível de acontecer. Já vi tanta coisa...mas sem dúvidas, o que eu vi e senti até 1999 foi sem comparação.
Cara, tudo era tão fácil, simples, prático, divertido...Hoje vejo que vivia um sonho e que acordei a pouco tempo, e ainda não me encaixei...Acho que não me ajusto bem aqui (aqui = tudo o que é o agora).
É, sou meio-que-completamente nostálgica mesmo, mas meu psicólogo disse que eu sou 'normal' (juuuuro q ele usou essa palavra ao se referir a minha pessoa!), que  essa saudade, essa vontade de voltar a viver o que já foi vivenciado antes é comum.
Por que crescer, hein? Tava tudo tão divertido...aí me pergunto(gritando!): CADÊ PETER PAN NESSAS HORAS???

Aii, aii...Será que nunca vou me acostumar com essa ideia de crescer? Com a ideia de virar uma adulta chata, que não gosta de sair e acha tudo careta e que fala 'Nooossaaa, no meu tempo não era assim não...!' (é, é triste, mas a gnt sabe que isso vai acabar acontecendo, por mais que vc diga que não vai, que vc vai ser mto 'massa' qnd tiver seus 30,40,50 anos. Não vai, viu? Certeza.).

Como eu disse hj, um corpinho de 23 anos não se recupera tão fácil qnt um de 22. Então, o jeito é começar a manerar na 'cachaça'...(ainda bem q ainda tow na fase de 'bebemorar', e não na fase do 'jantarzinho com os casais amigos')...kkkkkkkkk...
Parece piada...

Mas sabe de uma coisa, analisando minha vida até agora, não tenho mto o q reclamar não...sou uma pessoa abençoada, tenho certeza! Amigas maravilhosas, amigos perfeitos, família unida, ainda nem reprovei em nenhuma disciplina na faculdade, tenho saúde(sim, meu povo, eu tenho, apesar da rinite, sinusite, asma, tendinite no joelho, enxaqueca, labirintite...isso é só defeitinho de fábrica!), tenho o ótimo motivos para ter tantaaa saudades assim do que já vivi, e mesmo com  perdas realmente dolorosas, não perdi a fé em Deus em um momento sequer, e com certeza é isso que me mantém em pé.


Apesar de mtos tropeços, eu continuo querendo aprender como se vive...mesmo que essa vivência venha acompanhada de umas ruguinhas ali, umas celulites aqui...
Fazer o que, né?



segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Diante da perplexidade é difícil buscar um raciocínio lógico.

Não adianta o que a gnt aprendeu na escola, nem o que nossos amigos nos falavam durante as conversas. Até então imaginei que o pra sempre não existia, mas também não parei pra pensar q fosse demorar tão pouco, sem nem dizer um "Goodbye".

É...a vida surpreende...e muito.

Quando menos se espera, já é hora de ir.

A morte não é tão assustadora assim. É natural. Já está nos livros de Ciências da 2ª série, sempre nessa ordem: " Todo ser vivo nasce, cresce, reproduz e MORRE".

Por que temer então? Perda de tempo. E o que a gente mais precisa é justamente ganhar tempo. Ou melhor, aproveitar o tempo que nós temos (detalhe: sem ao menos sabermos o quanto dele nos resta).

Enquanto há vida, precisa-se viver.

Não querendo ser "a moralista" ou então " A candidata ao Prêmio Nobel da Paz", seria mto mais interessante se conseguíssemos nos dedicar mais à felicidade(não apenas a nossa, mas contribuar para a dos outros também!).

Isso aqui escrito não se trata apenas de "mais um manual de como se viver", já que não sou especialista no assunto, eu, assim como vc, estou tentando viver da melhor maneira possível, apesar de muitas quedas e de perdas realmente dolorosas e definitivas.



Se eu pudesse resumir o que aprendi até agora eu começaria falando assim:



Enquanto vc tah desesperada pq não sabe o que vai usar naquele evento badaladíssimo, milhões de pessoas estão rezando para que alguém olhe por eles, já que mtos não comem a dias, outros vêem seus filhos morrerem MESMO de fome ou doenças devido a carência dos recursos mais básicos para (sobre)viver.

Entenda, não estou culpando ninguém pela fome no mundo não! Só acredito que se alguém possui condições de ajudar alguém, ajude. Seja com coisas materias ou apenas com uma palavra, um carinho, ou apenas escutando.

Plante uma sementinha de fé em alguém.

Nunca desista dos seus sonhos (mas seja realista consigo mesmo).

Não trate mal os animais. Se não os quer, NÃO precisa matá-los! Basta doar a alguém.

Não tente entender tuuuuuudo através da ciência ...existirão certos momentos em que vc vai encontrar apenas respostas vindas do coração e vai ter a certeza de que estarão corretas.

Não esqueça em momento algum que Deus sempre tem um plano melhor pra gnt.

É sempre bom ter amigos sinceros e alegres por perto.


"Aprendi que se deve viver APESAR DE." (Clarice Lispector)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo supera. O amor jamais acaba."(Coríntios 13, 7-8)




Era um sábado como tantos outros...só que esse era 22 de agosto de 2009.

Levantei cedo, assim como todos os sábados, para ministrar aula, juntamente com a Daisinha.

Entre os intervalos de uma aula e outra, mta diversão: passeios, risos, lavar as moto na casa da Daíse...

Enfim, chegou a noite e com ela uma angústia que parecia não acabar.

Já em casa, assistindo filme com meu namow, de repente me veio uma sensação de Déjà Vu, mas tinha algo de esquisito...eu já havia sonhado com aquilo de verdade e sabia q não era um sonho bom...sabia, tinha certeza que algo de mto ruim estva para acontecer.

Enquanto o filme rodava, eu continuei estática e meu namorado sem entender nada.

Pouco antes, senti uma vontade de rezar, então rezei um Pai Nosso e uma Ave-Maria e pedi em oração, silenciosamente, que Papai do Céu protegesse minha família...

Meu celular então tocou. Era mamãe perguntando se eu sabia o outro número do cel da tia Andréa(única irmã dela), pois a minha avó estava em Teresina, super preocupada, sozinha no apartamento, esperando a tia Andréa chegar com o marido(tio Beto) e o único filhinho deles, o Matheus.

Falei pra minha mãe que ela só estava com aquele número q nós tínhamos e falei p ela pedir a minha avó que se acalmasse.

Depois desse telefonema, vi três pontinhos de luz brilhando no meu quarto...depois vultos. Tentei me acalmar, sem alardear ao meu namow o que eu tinha visto...tentei me convencer de que aquilo era apenas "problema na minha visão" ou qualquer coisa assim...!

mas eu continuava aflita, angustiada...

Então, o cel tocou novamente, só que dessa vez era a Tia Maria Adélia, prima da mamãe.

Nesse momento meu mundo desabou. Eu acabara de receber a notícia de que meus tios e meu priminho haviam sofrido um acidente fatal, na estrada, entre Altos e Campo Maior, já pertinho de Teresina. Uma carreta invadiu a pista do carro dos meus tios, numa curva e os três faleceram no local. O motorista da carreta foi detido pela PRF.


Eu nunca senti uma dor tão grande na minha vida toda: era um misto de revolta, indignação, medo, saudade, tortura, preocupação(afinal, minha vozinha estava SOZINHA no ap esperando eles chegarem e meu avô estava aqui, em Floriano). Fiquei apavorada...não sabia o que fazer direito. Meu corpo já não acompanhava o meu pensamento...A língua pesava, o peso do corpo todo parecia encontrar-se nas pernas...Sensação de desmaio horrível! Então, meu namorado foi comigo no quarto da minha mãe, para q eu pudesse contar o ocorrido...mas eu chorava tanto...tanto...ela logo sacou o que havia acontecido...O choro foi coletivo.

Fomos pra casa do meu vô, tiramos o tel do gancho, já q tem um aparelho no quarto dele e outro na sala, para evitar q alguém ligasse pra lá e ele acordasse e atendesse.

Mamãe ligou para algumas tias q residem em Teresina para irem ao apartamento fazer companhia p vovó, p ela não ficar sabendo pel celular ou algo assim. Tah, isso tudo foi por volta de 23:30.

A partir daí começou uma verdadeira odisséia para contar à minha vó, meu avô e a Tia Teresinha(mãe do tio Beto) sobre o ocorrido.

Liguei então para a tia Val(irmã do tio Beto) e tive que dar essa terrível notícia, já que nenhum parente do tio não sabia até então do acidente).

Lembro-me de detalhes, de cada telefonema dado e recebido, do barulho das lágrimas ao chão caíndo, da vontade de dormir e acordar e ter certeza que aquilo tudo não passava de um pesadelo.

Recordava a cada instante os momentos que passamos tds juntos, o que já fizemos e o que faríamos ainda! No fundo, ainda havia uma remota esperança de ao menos um deles ter sobrevivido.

De repente, amanheceu, tds nós passamos a noite em claro, esperando meu avô acordar para contar a tragédia. Ligar para a casa de outros parentes e amigos...ir na casa das pessoas que moravam próxima a casa dos meus avós...providenciar detalhes para receber mais tarde minha tia, meu tio e meu priminho, já sem vida. Então, na segunda-feira a tarde, eles foram enterrados no cemitério daqui de Floriano.


Posso ter usado várias palavras para descrever esse terrível acontecimento, mas nenhuma, experime com exatidão a dor que existe dentro de mim e da minha família.

Dor da palavra não dita...dor da angústia sofrida...

Dor de não poder ver, mas esperança em um dia nos reencontrar, pois creio em Deus e em Sua infinita bondade e acredito que por mais trágico qe tenha sido o final, a missão deles foi cumprida aqui na Terra. Deus tem outros planos para eles na Vida Eterna.
Amo mto vcs!





segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pode ser que o barco vire, pode ser que não...

Preciso de férias. Isso mesmo. FÉRIAAAASSS!
Tudo bem, voltei às aulas em março e estamos em abril, ainda...Mas preciso de férias. Não da Universidade, nem apenas do trabalho. Preciso tirar férias de tudo, principalmente da minha condição de humana. É chato ter que fazer as mesmas coisas sempre. É mto ruim ter uma 'rotina saudável'. Gosto de excessos, mas não estou podendo cometê-los...
mas quem sabe, qualquer hora dessas,né...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

"Os espertos ganham dos outros , em compensação os bobos ganham a vida." (Clarice Lispector)

Sou boba. Tem gente que não aceita ser assim( abaixo os pseudo-intelectuais!).
Cansei dessa 'gentinha' q acha que se vc assistir Big Brother Brasil equivale à uma passagem de ida sem volta para o inferno da ignorância... que saco!
Isso se evidencia mais quando temos um Curso Superior. A cobrança é terrível. Mas até onde me lembro, não vi nenhuma regra que diga que eu tenha que ler APENAS os Cânones Literários e esqcer de vez besteirol televisivo.
Na boa, amo Faustão(adoro as idiotices que ele fala ao vivo). Adoro Sandy & Jr.
Tudo bem, esse não é bem o perfil de uma pessoa que faz Pós Graduação em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura, mas quem disse que eu não gosto? Sempre fui exceção. E é exatamente isso que conta no final.
Mas, voltando ao assunto, só os bobos são felizes. Sabe por quê? Porque nós(me incluo, sim) nos permitimos, sabemos aproveitar o momento de um tropeço na frente de 100 pessoas e ainda rir disso. Conseguimos dizer com todo orgulho que amamos RBD, Chiquititas e/ou Spice Girls. Cantamos alto sem ter medo da música estar errada(e geralmente está!). Dançamos mesmo sem saber. Comemos sem ficar naquela neurose de ter uma alfacezinha no dente. Usamos palavras como miga, miguxa e seus derivados, sem medo de ser feliz!
Andamos pela casa só de pijama(de preferência o mais velhinho) com os cabelos lááááá pelas alturas...
Escovamos os dentes andando pela casa...Imitamos famosos em frente ao espelho...
Esquecemos de fechar o zíper da calça antes de sair de casa...
Fazemos carinhas com catchup e maionese na pizza...
Nos tatuamos com caneta bic!
Tocamos instrumentos musicais invisíveis quando a música tá empolgante.
Choramos ao ver o fim da novela das oito e...e...
...E postamos coisas como essa em blogs...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Eu & Vc: professores do mundo!

Um dia desses eu estava olhando umas fotos da minha infância. Deu aquela saudadezinha de tudo aquilo. Das brincadeiras com as bonecas, das intermináveis partidas de volley, dos sonhos e principalmente da certeza de que estes iriam se realizar. Não lembro muito bem o q eu sonhava naquela época, nem se realizei algum dos meus sonhos de infância. Também não sei o que se passava na cabeça das minhas amiguinhas, mas tenho certeza que o tão esperado futuro surpreendeu a todas nós.

São 22 anos de flashback e nada permaneceu o mesmo. Eu mudei, meus pais mudaram, o mundo mudou. Ou então eu mudei, meus pais não mudaram e o mundo mudou. Ou ainda, eu mudei, meus pais mudaram e o mundo não mudou. Com qual das três orações vc ficaria?

Difícil responder, já que as pessoas esqceram de terminar de ensinar a lição aos mais novos...algo ficou incompleto, ou talvez realmente era pra ser assim..talvez o fim da lição esteja nas mãos de cada um de nós.
É como se a partir do momento em q passamos a entender como o mundo funciona nos tornássemos responsáveis por nós mesmos e o mundo virasse um caos e nos fizesse esqcer q um dia fomos crianças, que um dia tivemos sonhos e o principal de tudo, tinhamos a certeza q estes se realizariam, pois sem nós sabermos estavámos transbordados de algo que hoje, as vezes se torna inalcançavel: a fé.